A região do Vale do Jaguaribe se preparam para entrar no mapa da fruticultura de exportação. Um projeto de R$ 100 milhões prevê a criação de um polo produtor de uva na região, com até 600 hectares de vinhedos e início da produção no segundo semestre de 2026. A iniciativa mira o mercado europeu, aproveitando as altas temperaturas e a forte incidência solar da região, condições ideais para o cultivo da fruta. E, o trunfo do projeto é o status fitossanitário.
Aracati, por exemplo, faz parte das áreas reconhecidas pelo Ministério da Agricultura como Livres da Praga Anastrepha grandis, certificação essencial para exportar uva in natura sem barreiras comerciais. A Prefeitura tem o programa Aracati + Frutas, que foca na produção de 500 hectares de acerola para exportação e geração de empregos, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos, que podem dar apoio.
O modelo de produção e irrigação na produção de UVA, seguirá o exemplo do Vale do São Francisco, referência nacional no setor – visto a região contar com um dos mais importantes rios do Brasil, que leva o nome da região. Segundo a Abrafrutas, o reconhecimento facilita o acesso a compradores internacionais e reduz custos logísticos.
A ação integra a estratégia de diversificação agrícola do Ceará, que já cultiva uva no Cariri e no Baixo Acaraú. Com o novo polo, o estado amplia a presença no agronegócio de alto valor e deve gerar empregos diretos e indiretos no Vale do Jaguaribe. A expectativa é que a região se consolide cada vez mais como alternativa competitiva no mercado global de frutas frescas, tendo vários cases importantes economicamente para o estado.














