Hoje, 11 de fevereiro, quinta-feira de carnaval, seria o dia em que os foliões iriam às ruas ao som dos mais diversos paredões que ecoariam pelas ruas da cidade. Em virtude do atual quadro de pandemia, a folia foi substituída por precaução.
A essa altura os ambulantes estariam preparando seus estoques de bebidas, os comerciantes abastecendo seus estabelecimentos, os brincantes planejando suas noites e as vendas de abadás a todo vapor. Uns dispostos a beijar quem aparecer, outros dispostos a encontrar o amor da vida, e aqueles que só querem curtir. Tudo adiado, não só o carnaval, como essa vontade imensa de cantar alto e abraçar os amigos no meio de qualquer multidão. O momento é de zelo consigo e com o próximo.
Esquina dos Artistas, Bob Esponja, Pé de Pano, Sacaninhaz e outros, com seus carros de som, cada vez maiores e mais potentes, luzes e cores, multidões, agito e paquera, blocos que nesse dia seriam responsáveis pelo êxtase do povão, quem sabe no ano quem! Pois hoje o bloco que sai às ruas é o bloco da prevenção contra um folião insensível, invisível, imprevisível, mas não indestrutível, desde que você participe do carnaval anti-covid.
Substitua a máscara de carnaval tradicional, pela máscara facial. Troque a espuma, por álcool em gel. Mas principalmente, substitua a aglomeração, por distanciamento. No bloco da prevenção quanto mais distante melhor. Não deixe de ouvir suas músicas animadas, isso faz bem para a mente e para espírito. Mas viva com responsabilidade e respeito ao próximo, cuidando de você e das pessoas ao seu redor.
Carnaval, hoje não!














