Realizar exames da tireoide durante a gestação e tratar adequadamente possíveis disfunções pode diminuir as chances ou o risco de autismo (Transtorno do Espectro Autista – TEA) no bebê, segundo estudos recentes. O monitoramento e o controle dos níveis hormonais maternos reduzem os desfechos negativos no neurodesenvolvimento do bebê. Isso destaca a importância do pré-natal e do acompanhamento médico adequado para garantir a saúde da mãe e do filho(a).
O hipotireoidismo (funcionamento baixo da tireoide) materno grave ou não controlado durante a gravidez está associado a um risco até quatro vezes maior de o bebê ser diagnosticado com autismo. A disfunção tireoidiana persistente durante os três trimestres da gravidez, especialmente o hipotireoidismo, é o fator que mais eleva o risco. No entanto, o rastreamento e o tratamento adequado para manter os níveis hormonais da tireoide em valores normais podem minimizar esse risco.
A vigilância da função tireoidiana, com avaliações repetidas no pré-natal, é considerada uma medida simples, de baixo custo e com potencial de reduzir o risco de autismo. Exames comuns, como TSH e T4 Livre, podem identificar a condição e permitir o tratamento adequado. É importante lembrar que o autismo é uma condição multifatorial e o hipotireoidismo não causa autismo sozinho, mas é um fator de risco modificável.














