A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Polícia Federal após condenação na trama golpista, caiu e bateu a cabeça durante a madrugada desta terça-feira (6).
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse Michelle, numa publicação nas redes sociais.
Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita. Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros”.
Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita da família Bolsonaro ao ex-presidente, que está preso em Brasília, condenado por liderar a tentativa de golpe de estado após as eleições de 2022.
Moraes, no entanto, autorizou a “visitação permanente” de quase toda sua família – permissão que engloba encontros de 30 minutos, das 9h às 11h, com limitação de duas pessoas por dia e de forma separada.
A decisão do ministro serve para os filhos Carlos, Jair Renan, Laura e o senador Flávio (PL), além de sua enteada, Letícia. Eduardo Bolsonaro, que atualmente mora nos Estados Unidos, não foi contemplado. Sua esposa, Michelle, já contava com esse status.
O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Ele passou tanto o Natal, quanto o Réveillon, internado em um hospital na capital federal.
Durante seu tempo hospitalar – que precisou ser autorizado por Moraes – ele passou por quatro procedimentos cirúrgicos, um para tratar de uma hérnia e outros três para as crises de soluço.
Jair Bolsonaro também passou por exames que constataram um quadro severo de apneia do sono, para o qual ele passou a utilizar o equipamento Cpap.
Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que ele tem um caso raro, e que não será resolvido com as intervenções, mas precisará de tratamento constante, por exemplo, por meio de fisioterapia.
O ex-presidente também solicitou a sua equipe para tomar remédios contra depressão, o que foi prescrito para ele.
A defesa de Bolsonaro voltou a pedir que, após sua internação no hospital, ele fosse transferido para prisão domiciliar, para cuidar da saúde. Na última quinta-feira (1º), Moraes negou a solicitação.
Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A decisão de Moraes foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte.
Fonte: Ricardo Della Coletta/Folhapress



