Polícias civis dos 26 estados e do Distrito Federal participaram de uma operação nacional chamada “Voleur” nesta quarta-feira (17). A ação teve como objetivo combater crimes patrimoniais, como roubo, furto e receptação, com foco especial em coibir a subtração de aparelhos de celular e resultou na prisão de 2.112 pessoas.
A ação reuniu 9.700 profissionais. As Polícias Civis ainda cumpriram 978 mandados de buscas e apreensões em todos os estados. Houve ainda a recuperação de 1.517 aparelhos celulares e as apreensões de 289 armas de fogo, 3.826 munições e 385 veículos. Durante a operação, também foram apreendidos 146 adolescentes.
Como resultado, 367 pessoas foram presas em cumprimento a ordens judiciais e flagrantes, e 27 adolescentes apreendidos. Além disso, também foram apreendidos 85 veículos, 23 armas de fogo e 354 munições, bem como foram recuperados 643 celulares.
“O Conselhos dos Chefes de Polícia, por meio do Comitê Permanente de Análise e Repressão a crimes contra o patrimônio, traçou essa operação com todos os estados para fazer frente a esses delitos e prestar contas sobre a repressão qualificada e resultados das investigações desenvolvidas pela Polícia Civil”, disse o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso e vice-presidente do Concpc (Conselho Nacional dos Chefes de Polícia), Mário Dermeval Aravéchia de Resende, que coordenou a operação.
Ceará
No Ceará, a PC-CE empregou um efetivo de 402 policiais, em 120 viaturas, para o cumprimento de 132 mandados de prisão, que resultaram em 17 capturas. As prisões foram registradas em todo o Estado.
Para o delegado geral da PC-CE, a operação serve para demonstrar que as Polícias Civis no Brasil estão atuando em conjunto e em sintonia. “Hoje, a gente sabe que as organizações criminosas não respeitam divisas entre os Estados, e mais do que nunca, as Policias Judiciárias precisam trabalhar de forma integrada e inteligente. Hoje, o alvo que reside aqui no Ceará, ele pode ser alvo de investigação de outro Estado. Ações sincronizadas, como essa, só fortalecem a investigação e as nossas operações”, disse Sérgio Pereira.
O delegado geral considerou o trabalho positivo e já avisou que novas operações conjuntas serão realizadas. “A gente considera que o resultado foi bem produtivo. As Polícias estaduais não trabalham de forma isoladas. Nós não temos um comando central de policias estaduais, mas temos uma colaboração muito forte, e hoje essa operação mostra muito bem isso”, pontuou Sérgio.














