O mercado publicitário acordou com uma notícia que muda o jogo. A Publicis acaba de investir mais de US$ 2,2 bilhões na LiveRamp, empresa referência em dados, comportamento do consumidor e inteligência para campanhas. À primeira vista parece só mais uma aquisição de tecnologia, mas o recado é maior. O CEO Arthur Sadoun foi direto: o objetivo é construir sistemas de IA cada vez mais inteligentes, alimentados por dados reais de consumidores e clientes.
Traduzindo: a comunicação fica ainda mais orientada por dados (data-driven marketing): comportamento, automação, inteligência artificial e personalização. Campanhas e conteúdos baseadas em achismo perdem espaço para estratégias que unem criatividade e performance mensurável. Não é o fim das grandes ideias. É o fim das grandes ideias sem lastro em dado.
Essa transformação já redesenha o mapa de carreiras. Profissionais de CRM, Consumer Insights, Performance, Retail Media, Dados e Analytics, Martech e IA aplicada a marketing e comunicação devem ganhar protagonismo nos próximos anos. E tem mais: o criativo do futuro vai precisar entender de comportamento e tecnologia. A régua subiu. Ideia boa agora é ideia orientada por dados.
O maior risco hoje não é a IA. É continuar trabalhando como se o mercado ainda fosse o de 2018. A publicidade não está acabando. Está mudando. E quem entende dado, tecnologia e gente larga na frente nos negócios. Em Aracati, escolas e universidades já começam a ofertar cursos que formem executivos para este momento no mercado.














