Aracati está entre os municípios do Ceará que apresentam alta ou muito alta incidência de casos confirmados de dengue, segundo dados da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). O cenário coloca o município entre as cidades com indicação de transmissão ativa sustentada da doença.
O Ceará registrou 36.393 notificações e mais de 11 mil casos confirmados de dengue até o início de agosto de 2026. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 91,7% nas notificações e de 172,7% nos casos confirmados.
De acordo com o Informe Operacional de Arboviroses da Sesa, 34 municípios cearenses apresentam incidência de casos prováveis classificada como alta ou muito alta, cenário considerado de risco para ocorrência de epidemias.
Aracati aparece entre os 25 municípios que se destacam pela alta ou muito alta incidência especificamente de casos confirmados. Além do município, outras cidades do Litoral Leste também estão na lista, como Pereiro, Jaguaretama, Palhano, Jaguaribara, Itaiçaba, Jaguaribe e Icapuí.
DENV-2 é predominante no Ceará
Os exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen) apontam predominância do sorotipo DENV-2, responsável por 85,7% das amostras analisadas. O DENV-1 aparece em 13,6%.
Apesar de representar apenas 0,7% das amostras, a circulação do DENV-3 chama atenção das autoridades de saúde pela dispersão geográfica. O sorotipo foi identificado em municípios como Russas, Fortaleza, Brejo Santo, Iguatu, Caucaia, Camocim e também em Aracati.
Segundo a Sesa, a maioria da população não possui imunidade contra o DENV-3, o que aumenta a vulnerabilidade para novas infecções e pode favorecer a ocorrência de surtos.
Dengue avança no Ceará
A circulação do vírus já alcança 176 dos 184 municípios cearenses, com registros de casos prováveis. O aumento da positividade dos exames começou a ser observado no fim de maio e apresentou trajetória de crescimento até o fim de julho.
Em 2026, o Ceará também contabiliza casos de dengue com sinais de alarme e casos graves, além de mortes confirmadas e outras ainda sob investigação.
Diante do cenário, a Secretaria da Saúde reforça a importância da prevenção e da eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes com água parada, além da limpeza de calhas, lajes e ralos e da manutenção de caixas-d’água devidamente vedadas.
A orientação é que pessoas com febre alta de início repentino acompanhada de sintomas como dor de cabeça, dores musculares ou articulares, prostração e dor atrás dos olhos procurem atendimento em uma unidade de saúde.
Também são considerados sinais de alerta para formas graves da doença dor abdominal intensa, vômitos frequentes, tontura, dificuldade para respirar, sangramentos, cansaço intenso e irritabilidade.














