Uma pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de São Paulo (USP) revelou que uma bactéria encontrada em organismos marinhos do litoral cearense produz uma substância com potencial para o tratamento do câncer de próstata e de ovário.
O composto, chamado piericidina A1, foi isolado de uma bactéria do gênero Streptomyces, encontrada em zoantídeos do gênero Palythoa, animais marinhos semelhantes aos corais presentes nas praias da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, e de Paracuru.
Em testes laboratoriais, a molécula apresentou resultados comparáveis aos de quimioterápicos considerados referência no combate ao câncer. O diferencial da pesquisa foi identificar quais tipos de tumores podem ser mais sensíveis à substância, avanço que pode contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos no futuro.
Segundo os pesquisadores, embora o potencial anticâncer das piericidinas já seja estudado desde a década de 1970, esta é a primeira vez que o composto é analisado de forma mais detalhada para determinar sua atuação específica em determinados tipos de células tumorais. O estudo foi publicado na revista científica Chemistry and Biodiversity e reforça a importância da biodiversidade marinha do Ceará como fonte de descobertas com potencial impacto na medicina e na saúde pública.













