Neste sábado (30), será lançado o livro “Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel (RDS, 2025, 305 p)”, do jornalista e escritor Alberto Perdigão, às 10 horas, na Biblioteca Municipal Monsenhor Bruno (Rua Coronel Alexanzito, 984 – Centro), em Aracati. O evento será aberto ao público com a palestra do autor intitulada “Belchior 80 Anos: falas de uma poética que atravessa gerações”.
O encontro é dirigido a estudantes e professores de Letras e a admiradores do cantor e compositor Antônio Carlos Belchior, que é considerado um poeta e filósofo, por causa dos poemas-canções que deixou imortalizados na Música Popular Brasileira. “É uma forma de Aracati conhecer esta obra, de lembrar grandes sucessos e de celebrar os 80 anos do nascimento de um grande cearense”, afirma Alberto Perdigão.
Sobre o livro
O livro “Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel” é uma síntese de 28 biografias do cantor e compositor publicadas em nove livros e em 19 folhetos da literatura de cordel. “Trago o que há de mais picante, curioso e emocionante na vida, na obra, no desaparecimento e morte do Belchior”, adianta Perdigão.
De acordo com o autor, o Belchior dos livros é diferente do biografado no cordel. “O desaparecimento dele foi uma morte social”, adianta o autor. “Nos folhetos, Belchior é compreendido como mártir, perdoado pelo sumiço de dez anos e, na morte, é eternizado num céu muito comum neste tipo de literatura”, completa.
O livro custa R$ 70,00 e haverá brindes para quem comprar mais de um exemplar.
Gerações
Belchior morreu de um aneurisma na aorta, na noite de 30 de abril de 2017, em casa, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, onde vivia sem contato com os familiares e fãs. Em junho, o principal disco do artista, Alucinação, completará 50 anos de lançado. “É um disco de 1976 que segue atual, desde a geração de quem tinha 25 anos quando foi para as lojas e que, hoje, tem 75 anos”, conclui.
Alucinação, o segundo álbum de Belchior, foi gravado no Rio de Janeiro como uma aposta do produtor Marco Mazzola naquele cantor “feio e de voz anasalada”, que “fugia aos padrões da época”. De acordo com o pesquisador, “Alucinação é um disco em que Belchior se apresenta como um poeta do interior que falava para a América Latina e como filósofo de uma geração paralisada diante da ditadura militar vigente no país”.
O disco impresso com o selo Philips vendeu 30 mil cópias no primeiro mês, 500 mil cópias no total, e se tornou revolucionário. O disco reúne dez faixas. No lado A, estão Apenas um Rapaz Latino-Americano, Velha Roupa Colorida, Como Nossos Pais, Sujeito de Sorte e Como o Diabo Gosta. No lado B, aparecem Alucinação, Não Leve Flores, A Palo Seco, Fotografia 3 X 4 e Antes do Fim.














