O Ceará está apostando alto na agricultura protegida para transformar a produção rural. A Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará, a SDE, e a Ematerce já implementam projetos-piloto e discutem iniciativas de grande porte voltadas para a agricultura familiar, levando o acesso à tecnologia para os mesmos. O objetivo central é ampliar a janela de produção, proteger as lavouras contra o excesso de chuvas e pragas e garantir qualidade superior com mínima ou nenhuma utilização de agrotóxicos (orgânicos), além do aumento da colheita anual, bem como da rentabilidade por metro quadrado.
A tecnologia envolvida inclui estufas de alta performance que variam de 800 m² a 2400 m², além de sistemas de captação de água. Para dar suporte técnico, o estado firmou parcerias com instituições de referência mundial como a universidade holandesa Wageningen e a Embrapa Agroindústria Tropical, sediada em Fortaleza. Embora o cultivo protegido já seja realidade consolidada em algumas regiões, a meta agora é levar essa inovação para outras, como do Litoral, Vale do Jaguaribe e demais áreas do semiárido cearense.
No estado, as culturas que mais se beneficiam são as de alto valor agregado. Entre as hortaliças, o tomate-cereja cultivado em fibra de coco e os pimentões coloridos se destacam pela produtividade e mercado garantido. Folhosas como alface e rúcula ganham ciclos de 30 a 45 dias em sistemas hidropônicos. Na fruticultura, morango em estufas suspensas, pitaya e melão com fertirrigação já mostram rentabilidade superior. A floricultura de rosas e flores tropicais em cidades de altitude também garante padrão de exportação.
Com esse modelo, o Governo do Ceará quer reduzir perdas, aumentar a renda do pequeno produtor e posicionar o estado como referência em inovação no campo, além de elevar o PIB do estado. Produtores interessados podem buscar editais de fomento, assistência técnica da Ematerce e orientações sobre as culturas mais viáveis para cada região.














