Uma idosa de 82 anos, identificada como Ilda Soares Ribas, morreu na madrugada desta terça-feira (8), no Hospital Estadual de Formosa (HEF), em Formosa, no Entorno do Distrito Federal.
Segundo familiares, a mulher precisou esperar na chuva do lado de fora da unidade enquanto aguardava uma maca para ser levada ao atendimento.
De acordo com os parentes, Ilda começou a passar mal por volta das 17h de segunda-feira (7), apresentando forte falta de ar e dores nas pernas. A família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas teria sido informada de que não havia ambulâncias disponíveis naquele momento. Diante da situação, os familiares decidiram levá-la ao hospital em um veículo próprio.
Ainda conforme a família, a idosa permaneceu deitada no piso molhado pela chuva por aproximadamente 10 minutos, enquanto os parentes pediam ajuda. Um funcionário teria chegado a buscar uma maca, mas, segundo os familiares, foi orientado a retornar sem prestar o atendimento naquele momento.
Em nota ao Metrópoles, o Hospital Estadual de Formosa afirmou que lamenta profundamente a morte da paciente e declarou que todas as medidas previstas para o caso foram adotadas, considerando a gravidade do quadro.
Segundo a unidade, Ilda entrou na área externa do hospital às 23h35. Quatro minutos depois, às 23h39, a enfermeira responsável teria sido informada sobre a situação e se dirigido imediatamente ao local para prestar os primeiros cuidados. O hospital também afirma que havia uma equipe do Samu na unidade naquele momento.
Ainda de acordo com o hospital, às 23h41, a paciente já estava em uma maca sendo conduzida à Sala Vermelha, onde foram iniciadas imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar.
A equipe informou ter realizado procedimentos previstos no protocolo de atendimento à parada cardiorrespiratória, incluindo ventilação com oxigênio, massagem cardíaca, administração de medicamentos, checagem do ritmo cardíaco e desfibrilação. Apesar das medidas, Ilda não resistiu.
A família pede que o caso seja investigado pelas autoridades de saúde. O Metrópoles informou que procurou a Secretaria Municipal de Saúde de Formosa e a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), mas não havia recebido retorno até a publicação da reportagem.
O caso levanta questionamentos sobre o atendimento prestado à idosa desde o primeiro pedido de socorro até sua chegada ao hospital. A apuração deverá esclarecer se houve demora no atendimento e se eventual atraso teve alguma relação com o agravamento do quadro da paciente.












