O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 41% das intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 37%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3). Em comparação com o levantamento da semana passada, a diferença entre os dois caiu de nove para quatro pontos percentuais.
Na sequência, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), soma 5% das intenções de voto. Renan Santos (Missão) aparece com 4%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 3%. Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Brancos e nulos representam 4% dos entrevistados, enquanto 3% não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, ouvindo 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.
No cenário de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados. O petista tem 46% das intenções de voto, contra 45% do senador. Em outros cenários, Lula registra 46% contra 42% de Ronaldo Caiado e também 46% diante de Romeu Zema, que soma 40%. Contra Renan Santos, o presidente alcança 47%, enquanto o adversário marca 37%.
A divulgação ocorre após o encerramento das convenções partidárias. Flávio Bolsonaro não conseguiu formar alianças com partidos de grande porte, o que reduz seu tempo de propaganda eleitoral para 4 minutos e 20 segundos por bloco no rádio e na televisão. Lula, por sua vez, terá 5 minutos e 32 segundos de exposição.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. Para 43% dos entrevistados, a gestão de Lula é considerada ruim ou péssima. Outros 37% avaliam o governo como ótimo ou bom, enquanto 18% classificam a administração como regular. Apenas 2% não souberam ou não responderam.
As campanhas dos dois principais candidatos também enfrentam desgastes. No caso de Flávio Bolsonaro, pesam o isolamento político e episódios recentes envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse” e o conflito público com Michelle Bolsonaro, posteriormente encerrado. Já Lula convive com os reflexos das investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de desdobramentos de apurações relacionadas ao Banco Master e a aliados do governo.














