A Secretaria do Desenvolvimento Agrário, por meio do Projeto São José, promoveu dois dias de capacitações na comunidade quilombola de Córrego de Ubaranas, em Aracati. A iniciativa beneficiou agricultores e agricultoras vinculados à Associação dos Agricultores Remanescentes de Quilombos do Córrego das Ubaranas, com formações voltadas ao acesso ao mercado, administração e segurança alimentar.
As atividades aconteceram nos dias 23 e 24 de abril, na casa de sementes da comunidade, e fazem parte da preparação dos beneficiários para receber e administrar novas unidades de beneficiamento de mandioca, conhecidas popularmente como casas de farinha. As capacitações foram ministradas pela Consult Social e contaram com a presença de representantes da empresa de Assistência Técnica Flor do Piqui.
A ação fortalece a organização produtiva da comunidade e amplia as perspectivas de geração de renda a partir da mandiocultura, atividade tradicional no território quilombola. Para o coordenador executivo do Projeto São José, Lafaete Almeida, a iniciativa representa mais um passo no fortalecimento da agricultura familiar e na valorização das comunidades tradicionais do Ceará. “O Projeto São José tem o compromisso de apoiar iniciativas que gerem autonomia, renda e inclusão produtiva para as famílias rurais. Em comunidades como Córrego de Ubaranas, investir em capacitação é garantir que os beneficiários estejam preparados para aproveitar plenamente os equipamentos, agregar valor à produção e acessar novos mercados com mais segurança e planejamento”, destacou.
A formação uniu teoria e prática, despertando nos participantes uma visão mais ampla sobre planejamento, comercialização e gestão dos empreendimentos coletivos. Para Francisco Leandro da Silva, produtor rural e beneficiário do Projeto São José, o aprendizado será essencial para melhorar a rentabilidade do grupo.
“O curso foi muito proveitoso para a nossa equipe. Aprendi a importância de conhecer e procurar melhor o mercado para que possamos comercializar o nosso produto. Aprendemos também sobre administração e a importância de ter um bom planejamento para entregar um produto reconhecido. Isso vai fazer a gente lucrar melhor. Quero agradecer pela oportunidade”, afirmou o agricultor.
A beneficiária Suyanne Viana também destacou a metodologia utilizada durante a capacitação e a importância da parceria institucional para o desenvolvimento da comunidade. “Gostei muito da colaboração e da forma lúdica e prática com que o aprendizado foi repassado. Foram informações de grande valor que podemos aplicar tanto na nossa minifábrica quanto nos nossos próprios negócios, especialmente sobre como negociar nosso produto no mercado”, celebrou.
Com a implantação das casas de farinha e o acompanhamento técnico, a expectativa é que a comunidade amplie sua capacidade de produção, agregue valor à mandioca e fortaleça a geração de renda local, preservando saberes tradicionais e promovendo desenvolvimento sustentável no território quilombola.















