Os setores de vestuário, calçados e acessórios devem liderar as vendas no Dia das Mães, com uma previsão de faturamento de R$ 5,10 bilhões este ano. O valor corresponde a um crescimento de 2,1% em relação a 2023. Outros setores que também devem registrar vendas significativas incluem farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (R$ 2,64 bilhões), móveis e eletrodomésticos (R$ 1,83 bilhão) e utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,63 bilhão). A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
No total, de acordo com a pesquisa, o comércio varejista voltado para o Dia das Mães deverá alcançar R$ 13,23 bilhões este ano. Se confirmada, essa previsão representará um aumento de 3,5% em comparação ao valor movimentado no ano passado.
Volume de vendas e contratação
O otimismo para o Dia das Mães deste ano decorre da melhoria das condições de consumo. Após atingir um pico de 59,87% ao ano em maio de 2023, a taxa média de juros para operações com recursos livres para pessoas jurídicas começou a cair, chegando a 52,46% ao ano, em fevereiro, o menor nível desde junho de 2022 (51,51% ao ano), de acordo com dados do Banco Central.
Há expectativa de aumento real nas vendas e, com isso, a contratação esperada é de 25,9 mil trabalhadores temporários para atender à demanda sazonal neste ano, superando as 23,79 mil vagas do ano passado. O salário médio de admissão deve ser de R$ 1.794, um aumento de 7,1% em comparação com a mesma data de 2023. De acordo com a CNC, cerca de 6,8 mil dessas vagas temporárias devem se tornar efetivas após o Dia das Mães.
Outros cenários
Guidi Nunes, economista da Cooperativa Brasileira de Serviços Empresariais (CBRASE), avalia que houve estabilidade nos resultados desde 2021. O ano de melhor venda foi no Dia das Mães de 2014, com R$ 14,4 bilhões e o de menor venda foi o de 2020, com R$ 8,20 bilhões decorrente da pandemia.
“Na medida em que a população vem conseguindo pagar suas contas, reduzir suas dívidas e ter perspectivas de permanecer mais tempo empregada diante de eventual queda na taxa de juros, este cenário vai favorecer a melhoria nas vendas, tendo o crédito como alternativa, principalmente para a compra de bens duráveis”, comenta.
De acordo com dados do Banco Central, no início do ano, o comprometimento médio da renda dos brasileiros com dívidas caiu para menos de 24%. A inadimplência também segue essa tendência, ficando em 5,5% do crédito para pessoas físicas em fevereiro, o menor índice desde julho de 2022. Outros fatores favoráveis incluem a taxa de desemprego, que está no menor patamar em uma década, e a desaceleração da inflação, que subiu apenas 1,4% no primeiro trimestre, o menor valor para esse período nos últimos quatro anos.














