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Tom Jobim inspira artista japonesa a criar engenhoca elétrica com água e som

Yuko Mohri integra a 34ª Bienal de São Paulo.

12 de setembro de 2021
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Tom Jobim inspira artista japonesa a criar engenhoca elétrica com água e som

Marina Melchers/Divulgação

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Paira uma espécie de melancolia sobre “Parade – Um Pingo Pingando, uma Conta, um Conto”, instalação na Japan House São Paulo da japonesa Yuko Mohri, que integra a 34ª Bienal de São Paulo.

E o sentimento não é apenas pela música “Águas de Março”, de Tom Jobim, que inspirou a artista na criação da obra por sua “nostalgia do fim do verão”, mas também pelo texto assinado por ela para apresentar o trabalho, no qual a artista lamenta o fato de não ter conseguido retornar ao Brasil para montar a peça devido à pandemia.

Em fevereiro do ano passado, quando veio a São Paulo realizar uma visita técnica no espaço, a artista conta ter se deparado com “uma energia intensa por conta dos preparativos do Carnaval”, além de ter se impressionado com o “emaranhado de fios que se estendiam pelos postes”.

Eram impressões que, para ela, acostumada a criar sempre em reação ao ambiente onde irá expor, poderiam ser incorporadas na instalação. “Como não pude eu mesma ter recolhido os objetos do dia a dia, tive que recorrer às lembranças para reproduzir a paisagem que me interessou”, resume.

Assim, diferentemente do que acontece na maioria dos seus trabalhos, “Parade” representa a primeira vez em que Mohri não realizou uma peça a partir do diálogo com o local. A obra foi criada em seu estúdio em Tóquio por meio da combinação de dois trabalhos preexistentes que funcionam a partir de sistemas programados.

São elas a original “Parade”, de 2011, uma máquina com uma placa de prototipagem eletrônica que lê os desenhos de uma toalha estampada, traduzindo-os em correntes elétricas e provocando movimentos em objetos como espanadores e um acordeão; e “Moré Moré”, de 2015, construída a partir de vazamentos de água que, depois, têm seu curso desviado para voltar a circular pelo mesmo trajeto.

“Não fazia ideia do que poderia acontecer ao juntar essas duas instalações e o meu interesse foi esse”, explica Mohri. A conexão com o Brasil, nesse caso, ficou a cargo das memórias da juventude, quando costumava circular por uma rua que vendia discos de música brasileira e conheceu compositores como Jobim.

A artista, que começou sua trajetória com esculturas sonoras e cinéticas, sempre se interessou pela música, ainda que a aborde não por meio de instrumentos propriamente ditos, mas através de sonoridades mais triviais, como o tilintar de taças em um brinde ou o barulho que produz um lápis quando cai.

Sua principal referência, nesse sentido, é o compositor francês Erik Satie, que falava em “música para móveis”, um tipo de som que serviria para preencher o ambiente assim como o mobiliário. Um trabalho de Satie, inclusive, foi a inspiração de “Parade”.

A improvisação também é palavra-chave no processo criativo de Mohri e está presente na forma como os circuitos e sistemas criados em suas engenhocas podem se guiar por conta própria, de modo que a atuação da eletricidade ou a força da gravidade se tornem imprevisíveis.

Assim, nesta “Parade” da Japan House, por mais que as reações dos objetos pareçam muito bem programadas, a forma como o sensor capta a imagem das frutas depende da iluminação, o que acaba resultando em movimentos que nem sempre serão os mesmos e variam de acordo com o ambiente. “É uma instalação que se parece com uma composição improvisada”, resume.

Pôr toda essa parafernália para funcionar a distância foi um trabalho e tanto. “Antes eu chegava, levava as minhas ferramentas, recolhia o que havia no local e era só sair montando”, conta a artista, que precisou fazer uma série de reuniões para definir a instalação, além de registrar não só o funcionamento das obras já prontas como todo o processo de montagem para que a equipe brasileira pudesse reproduzir.

Para ela, que gosta de improvisar, foi como se tivesse deixado sua banda de jazz para se habituar à rotina exaustiva de ensaios de uma orquestra.

O mesmo processo se repetiu nas obras que estão na Bienal de São Paulo, para as quais Mohri precisou coordenar tudo por videoconferências.

A instalação “I Can’t Hear You”, por exemplo, é a atualização de uma peça de 2017. Nela, dois alto-falantes criam um corredor sonoro e o público deverá encontrar o momento em que os canais de áudio se sobrepõem e tocam em uníssono.

“Queria ter presenciado como o som iria ecoar. Eu me ressinto muito disso porque realmente achava que poderia visitar o Brasil”, diz a artista, que ainda tem a ideia de continuar a trabalhar na instalação que está na Japan House.

“Tive impressões durante a viagem que não consegui expressar em sua totalidade. São inspirações que gostaria de ter colocado na obra”, explica. Os objetos que levou na mala -a garrafa pet com desenhos de frutas, vestígio de um caldo de cana e um vidrinho de própolis–, ela imagina, serão material para futuras obras.

 
 
 
Fonte: Folhapress
Etiquetas: água e somartistacriaçãoengenhoca elétricainspirajaponesaTom Jobim
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