Pela primeira vez nesses 15 dias de governo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tratou diretamente de Política Externa americana durante visita nessa quinta-feira ao Departamento de Estado. No seu discurso, Biden sinalizou quais são as prioridades do país e anunciou que as relações com a China e Rússia terão tratamento diferente do praticado pelo ex-presidente Donald Trump.
Biden disse que o seu governo, em relação à China, irá enfrentar diretamente os desafios impostos à prosperidade americana, segurança e valores democráticos. “Mas estamos prontos para trabalhar com Pequim, quando for do interesse dos Estados Unidos fazê-lo”, afirmou o presidente, em seu discurso.
Sobre a Rússia, Biden ao presidente Vladimir Putin, que os Estados Unidos não irão se submeter aos atos agressivos da Rússia, como envenenamento de opositores e ciberataques. Ele pediu ainda a libertação imediata e incondicional do poítico Alexey Navalny, preso no mês passado.
Em termos de política externa, a medida mais importante, considerada pelos especialistas, foi o fim do apoio à Arábia Saudita na Guerra do Iêmen. No final de seu governo, Trump havia autorizado a continuidade da venda de armas para Riad, mas o Departamento de Estado norte-americano anunciou o fim do apoio a “operações ofensivas”. Biden considera a Guerra do Iêmen uma catástrofe humanitária.
Outra medida de impacto foi a suspensão da retirada de, aproximadamente, 12 mil soldados americanos da Alemanha.
A medida foi anunciada por Donald Trump em julho de 2020, sob o argumento de que o país europeu não cumprira a meta de gastos de defesa da Otan, de 2% do PIB, ao mesmo tempo em que obtinha vantagens comerciais dos Estados Unidos. A ação de Trump foi vista como hostil aos aliados europeus dos EUA.
Outra ordem executiva anunciada foi uma expansão do programa de admissões de refugiados nos EUA, que voltará a admitir até 125 mil pessoas por ano, assim como o fazia na era pré-Trump.
Sobre o clima, Biden reiterou que irá promover um encontro de líderes globais no Dia da Terra (22 de abril), para abordar as mudanças climáticas.
Quem ficou de fora do discurso, mais uma vez, foi o Brasil. Desde que tomou posse, no dia 20 de janeiro, Biden não sinalizou para aproximação com o país.














