Filho de mãe aracatiense e poeta, e de pai pescador da praia de Morro Branco, ganhou o apelido Pingo devido ao fato de ter nascido prematuro. Em 1986, ao participar da 3ª Missa dos Mártires de Canudos, recebe o complemento, nascendo o nome artístico “Pingo de Fortaleza”. Artista se apresenta nesta sexta-feira (29), no Teatro Francisca Clotilde, em Aracati, a partir das 18h.
Cantor, compositor, violonista, escritor, pesquisador e gestor cultural, iniciou sua carreira no início da década de 80 nos movimentos estudantis secundarista e universitário da capital cearense.
É autor de 28 discos autorais de diversas temáticas e timbres que versam da epopeia de Canudos e do Caldeirão, passando por lendas regionais do Nordeste brasileiro, como “Mourão”, moça que virou cobra porque assumiu um amor proibido, e “Guajara da mata”, assombração presente numa região do Ceará. Transitando também pelo universo indígena e afro do maracatu cearense.
Ao se debruçar por questões filosóficas, existenciais e afetivas, mistura timbres e influências musicais, do armorial ao pop, da música clássica e instrumental aos batuques dos maracatus e sons dos maracás.
É também um dos idealizadores do Maracatu Solar, da Orquestra Solar de Tambores e da Cia Solar de Danças, Programas de Formação Cultural vinculados a Associação Cultural Solidariedade e Arte – SOLAR, da qual foi fundador, presidente e hoje ocupa a função de Coordenador de Programas e Projetos.
Autor de diversos livros sobre o universo do maracatu cearense e a historicidade da música do Ceará, tais como:
“Singular e Plural – A História e a Estética do Maracatu Cearense Contemporâneo”,
“Maracatu Az de Ouro – 70 anos de Memórias, Loas e Batuques”,
“Almanaque Fortaleza dos Maracatus”,
“Pérolas do Centauro – 40 Anos da Música do Ceará”
“Pérolas – O Feminino no Cancioneiro Cearense”, entre outros.
Os quais podem ser acessados no portal, bem como sua discografia.
Pingo de Fortaleza é também o idealizador de vários eventos do calendário cultural cearense, como: Festival Fortaleza Instrumental, Brincar de Maracatu, Tambores Ancestrais na Noite Escura e Batuque dos Encantados.
Durante anos coordenou o Festival de Inverno da Serra da Meruoca e o Acampamento Latino-Americano da Juventude de Tremembé-Icapuí-CE.
Coordenou também inúmeros mapeamentos de cultura de municípios do Estado do Ceará, como Icapuí, Quixadá, Horizonte, Aquiraz e Meruoca, resultando em planos de ação cultural, com participação comunitária, ganhando o prêmio Criança e Paz da UNICEF.
É autor de mais de 200 canções gravadas por diversos intérpretes brasileiros, com turnês e shows por todo território brasileiro e no exterior (Suécia, Alemanha, Espanha, Suíça).
O álbum de inéditas, “Além do Tempo Normal” produzido ao longo dos meses de pandemia, reflete o turbilhão de emoções vivenciadas nesse contexto sanitário, além de apresentar a cidade a partir de um olhar ressignificado pelo distanciamento e uso da bike no cotidiano.
Algumas de suas canções:
• “Aos Encantados – Ser Boreal”, uma homenagem do artista às pessoas que fizeram suas “passagens” nesse tempo;
• “Mara Hope”, reflexão sobre a história do navio encalhado em 1985, no litoral Fortaleza, e a vida em geral, num diálogo “Bobdiliano”;
• “De Um Tempo Mais Que Solar”, uma ode ao Nkisi Tempo da cultura Bantu Angola e uma reflexão sobre o carnaval;
• “Para Minha Mãe Yemanjá”, ode a Yemanjá e uma reflexão sobre as pessoas em situação de rua;
• “Ser Obaluaê – Nossos Medos Viemos Cantar”, canção que aborda o Orixá Obaluaê, seu poder de cura e a questão da depressão.
Para ouvir:














