terça-feira, julho 28, 2026
  • Conecte-se
Sinal News
  • Inicio
  • Política
  • Economia
  • Cidades
  • Saúde
  • Esportes
  • Turismo
  • Cultura
  • Celebridades
  • A Sinal
    • TV Sinal
    • Quem Somos
  • Colunistas
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Inicio
  • Política
  • Economia
  • Cidades
  • Saúde
  • Esportes
  • Turismo
  • Cultura
  • Celebridades
  • A Sinal
    • TV Sinal
    • Quem Somos
  • Colunistas
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Sinal News
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Dia do Choro marca nascimento do primeiro estilo urbano brasileiro

Referências incluem Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Jacob do Bandolim

23 de abril de 2022
A A
Dia do Choro marca nascimento do primeiro estilo urbano brasileiro

Flora Pimentel/Casa do Choro

492
SHARES
Compartilhar no WhatsappCompartilha no Facebook

Neste sábado (23), é lembrado o Dia Nacional do Choro, primeiro estilo de música urbana do país, criado ainda no século 19. O choro, ou chorinho, como é conhecido, é marcado por músicos notórios na história do Brasil, como Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Jacob do Bandolim.

Há intensos debates sobre a natureza e a origem do choro. Há debates se seria apenas um estilo de tocar ou um gênero musical próprio. Um dos autores de referência sobre o tema, Alexandre Pinto, escreveu no livro Choro – Reminiscências dos Chorões Antigos considerar o choro uma forma de tocar diferentes gêneros musicais, inclusive de outros países.

O cavaquinista brasiliense Márcio Marinho, que comanda rodas e grupos na capital, segue sentido semelhante, entendendo que a especificidade do choro é feita pela foram como os instrumentos se complementam. “Também é importante a tradição da roda, os músicos se encontrando, batendo um papo musical e, de forma descontraída – já que o choro permite o improviso. O choro se tornou uma linguagem”, analisa.

Já para Paula Valente, doutora pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo com tese sobre o tema, o chorinho começou como estilo de tocar nos anos 187, mas se consolidou como gênero no início do século 20.  Foi nesse período que, segundo a pesquisadora, o choro teve definidas suas características próprias de melodias, harmonias e ritmos, assim como grupos de instrumentos e funções de cada um.

Na avaliação de Luiz Araújo Amorim, o Luizinho 7 Cordas, o que caracteriza o choro é o conhecimento dos músicos, a complexidade do gênero e a estrutura.  “Cerca de 80% dos choros são formados por três partes de tons distintos. Na maioria dos demais estilos, só há uma parte”, compara.

Luizinho acrescenta que o choro é caracterizado por uma base de harmonia com dois violões, seis e sete cordas (baixaria) e um cavaquinho. Há ainda solistas, que podem utilizar instrumentos como bandolim, flauta, clarinete ou acordeom. A percussão é feita por pandeiro e, não obrigatoriamente, um surdo pequeno. 

O músico, produtor e pesquisador carioca Henrique Cazes acredita que, nas últimas décadas, o choro saiu de guetos e ganhou popularidade, atraindo novas gerações de músicos e interessados. “Estamos diante de um momento muito rico. Os conhecimentos nunca circularam tanto e isso está gerando grandes resultados”, comenta.

O professor de música da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) Rodrigo Costa destaca a importância das escolas de choro, como a Escola Portátil, e da inserção do gênero nas instituições de ensino formais a partir dos anos 1990 e 2000. “Esse processo foi intensificado pelo surgimento dos cursos de música popular dentro dos departamentos de música em universidades, como na Unicamp [Universidade Estadual de Campinas], UFMG [Universidade Federal de Minas Gerais], UFBA [Universidade Federal da Bahia] e da UFRB [Universidade Federal do Recôncavo da Bahia]”, diz.

Ele lembra, entretanto, que, no caso do choro, há um processo importante de aprendizagem também nos espaços informais, como a participação de músicos das rodas, dinâmica que, para o professor, coloca um desafio para o ensino do gênero.  

Desafios

Apesar de sua história e relevância, o choro enfrenta dificuldades pra se manter. Nas plataformas digitais, como Spotify e Deezer, o estilo não aparece entre as músicas mais ouvidas. Ele também não registra espaço na programação das rádios, em geral, tomadas pelo pop dos Estados Unidos, o sertanejo, o funk e o rap.

As exceções são emissoras públicas. Exemplo disso é o programa Roda de Choro, da Rádio MEC FM. A produtora do programa, Brisa Evangelista, conta que o esforço tem sido resgatar nomes históricos como Pixinguinha e Chiquinha Gonzaga, e também abrir espaço para os grupos que movimentam a cena atual, como Época de Ouro e Choro das 3.

“O programa prioriza a seleção musical e apresenta informações e curiosidades sobre os artistas e o gênero. E, sempre que possível, convidamos os próprios autores ou intérpretes para compartilhar suas histórias”, assinala a produtora.

Para Henrique Cazes, o desafio de conseguir mais adeptos é um problema educacional, não cultural. “Se tivermos uma distribuição melhor da educação e que ajude a diminuir as desigualdades, o choro vai ter mais oportunidades. Na medida em que as pessoas conhecem o choro, elas gostam e começam a consumir. Mas a gente só chega a um público restrito ainda”, observa.

Histórico

O Instituto Casa do Choro lançou uma espécie de linha do tempo virtual que conta a história do choro no Brasil. Na década de 1830, por exemplo, nasciam músicos importantes do gênero, como Henrique Alves de Mesquita e Tonico de Padre. Na década seguinte, Henrique de Mesquita tem suas primeiras aparições na imprensa. Nascia também a pianista Chiquinha Gonzaga que, em 1867, se separaria do primeiro marido após pedido para escolher entre ele e a música. 

Nos anos 1860, nasciam os músicos e compositores Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros. Nesta década e na seguinte, gêneros precursores como a polca, a valsa, o maxixe e o tango ganham gravações. Músicos considerados chave do choro, como Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, gravam suas primeiras músicas nos anos 1870.

Nos anos 1980, surgem novos nomes, como o violonista João Pernambuco e Heitor Villa-Lobos. Na virada para o século 20, Chiquinha Gonzaga começa a se apresentar e lança clássicos, como Ó abre alas. Surge outro nome crucial do chorinho brasileiro: Pixinguinha, em 1897. 

Segundo o projeto, o nome choro passou a ser empregado para se referir a grupos de músicos populares, com violão, cavaquinho e flauta, que animavam festas. As primeiras duas décadas do século 20 são marcadas pela checada do disco e das tecnologias de gravação, que permitem a reprodução também de músicos ligados ao choro.

É também nessa época que nomes como Ernesto Nazareth e Pixinguinha começam a se apresentar individualmente ou em grupos, como os Batutas do último. Grupos de choro surgem não só no Rio de Janeiro, como o Grupo de Caxangá, como em outras cidades, a exemplo do Terror dos Falcões, em Porto Alegre.  Surgem outros nomes importantes, como Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Radamés Gnattali, Dilermando Reis e Canhoto.

Entre os anos 1920 e 1940, o choro se expande no Brasil, com turnês de músicos e de grupos. O gênero passa a ser conhecido internacionalmente, a exemplo da turnê do grupo Os Batutas em Buenos Aires e Paris em 1922. Nos anos 1930 e 1940, o choro e os músicos do gênero também ganham visibilidade juntamente à cantora Carmen Miranda em shows e em filmes.

Nos anos 1940 e 1950, multiplicam-se os discos de choro e a presença de grupos e orquestras em rádios. Em 1944, a Rádio Tupi do Rio contratou toda a orquestra Tabajara. Em 1947, a emissora estreia o programa O Pessoal da Velha Guarda, dedicado ao gênero. Em 1949, é gravado um dos grandes clássicos do gênero, Brasileirinho. Em 1951, outros dois clássicos são lançados: Doce de coco e Pedacinho do céu.

Em 1954, o choro adentra a tela da recém-chegada televisão ao Brasil, com o Festival da Velha Guarda na TV Record de São Paulo. Um ano depois, a emissora leva ao ar o programa Noite dos Choristas.

Nos anos 1960, Jacob do Bandolim grava seus principais discos, como Na Roda de Choro (1960), Chorinhos e Chorões (1961) e Retratos: Jacob e seu Bandolim, com Radamés Gnattali e Orquestra (1964). A presença do choro nas telas é ampliada com um documentário de Pierre Barouh Saravah, de 1969, que traz Pixinguinha, João da Baiana e Baden Powell. 

Nos anos 1970 a 1990, grandes nomes do choro morrem, como Jacob do Bandolim (1969), Pixinguinha (1973), João da Baiana (1974), Donga (1974), Dilermando Reis (1977), Waldir Azevedo (1980) e Tia Amélia (1983).   

Mas o gênero também ganha espaço com grupos e espaços específicos. Em 1975, é criado o Clube do Choro do Rio de Janeiro. Em 1977, a TV Bandeirantes promove o 1º Festival Nacional de Choro Brasileirinho.  Em 1981, é realizado o 5º Concurso Conjuntos de Choro no Rio de Janeiro.

Novos músicos, como Raphael Rabello, lançam seus primeiros discos em 1983. São criadas a Orquestra de Cordas Brasileiras e a Orquestra Brasília, em 1987. Zé da Velha e Silvério Pontes também gravam seus primeiros discos em 1995, enquanto o Trio Madeira Brasil lança o seu em 1998.

No século 21, surgem as escolas de choro, com a pioneira de Brasília, em 2001, e a do Pará, em 2006. Em 2002, é fundado o Instituto Jacob do Bandolim. No Rio de Janeiro, é inaugurada, em 2015, a Casa do Choro.

 
 
 
Fonte: Agência Brasil
Etiquetas: brasileirochorinhoDia do Choroestilonascimentourbano
SendShare197
Anterior

Grupo Especial retorna à Sapucaí depois de dois anos sem carnaval

Próximo

Mega-Sena: Caixa sorteia hoje prêmio de R$ 8,5 milhões

RelacionadoPostagens

Vencedor do maior festival de animação, “O Menino e o Mundo” chega hoje à TV Cultura
Cultura

Vencedor do maior festival de animação, “O Menino e o Mundo” chega hoje à TV Cultura

25 de julho de 2026
0

Neste sábado (25), chega às telas da TV Cultura o Vencedor do Festival de maior animação, "O Menino e o...

Veja maisDetails
Paixão Junina faz sua última apresentação da temporada com espetáculo “Zé de Sofia – O Sabor do Sucesso”

Paixão Junina faz sua última apresentação da temporada com espetáculo “Zé de Sofia – O Sabor do Sucesso”

25 de julho de 2026
Festival Curta Canoa abre inscrições para a 16ª edição 

Festival Curta Canoa abre inscrições para a 16ª edição 

23 de julho de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Destaques
  • Recente
Calixcoca: vacina brasileira contra dependência de crack e cocaína está prestes a iniciar testes em humanos

Calixcoca: vacina brasileira contra dependência de crack e cocaína está prestes a iniciar testes em humanos

23 de fevereiro de 2026
CadÚnico, Bolsa Família e BPC: novas regras adiam visitas domiciliares para famílias unipessoais

CadÚnico, Bolsa Família e BPC: novas regras adiam visitas domiciliares para famílias unipessoais

27 de julho de 2026
Saiba como será a Lua de Sangue na próxima terça-feira

Saiba como será a Lua de Sangue na próxima terça-feira

1 de março de 2026
Prefeitura do Aracati realiza Seleção Pública Simplificada para área da Educação

Confira os cargos previstos para o Concurso Público de Aracati 2026

16 de dezembro de 2025
Lula e Flávio Bolsonaro mantêm empate técnico no 2º turno, com 47% a 44%, aponta BTG/Nexus

Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro 43% em eventual segundo turno, aponta BTG/Nexus

28 de julho de 2026
Saúde do Aracati realiza Dia D de Multivacinação neste sábado (28)

Saúde do Aracati promove Dia D de Multivacinação nesta sexta-feira (31)

28 de julho de 2026
Prefeitura do Aracati realiza Seleção Pública Simplificada para área da Educação

Estão abertas as inscrições do concurso público para professor de Educação Básica em Aracati

28 de julho de 2026
Prefeitura do Aracati realiza entrega de adubo orgânico para agricultores familiares

Prefeitura do Aracati realiza entrega de adubo orgânico para agricultores familiares

28 de julho de 2026

Categorias

  • Celebridades
  • Cidades
  • Colunismo Social
  • Cultura
  • De Última Hora
  • Diversão
  • Economia
  • Editorial
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Meio Ambiente
  • Moda
  • Moda & Beleza
  • Mundo
  • Polícia
  • Política
  • Principal1
  • Principal2
  • Principal3
  • Principal4
  • Principal5
  • Publicidade e Marketing Digital
  • Publieditorial
  • S.Vip
  • Saúde
  • Sem categoria
  • Turismo

Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta abaixo.

Esqueceu sua senha?

Recupere sua senha

Por favor, insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Conecte-se
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Inicio
  • Política
  • Economia
  • Cidades
  • Saúde
  • Esportes
  • Turismo
  • Cultura
  • Celebridades
  • A Sinal
    • TV Sinal
    • Quem Somos
  • Colunistas

FUNDAÇÃO SINAL DE COMUNICAÇÃO - 2020