Uma semana após a morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta em um edifício residencial no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite do último domingo (13), ainda há muitas perguntas sem respostas sobre o caso, que segue sob investigação. Em entrevista ao Diário do Nordeste, uma das advogadas de defesa da família da jovem afirmou que já há provas, no entanto, que confirmam que Isabelle vivia em um relacionamento abusivo.
“O que a família tem é que o namoro era um namoro considerado abusivo”, afirma a advogada Patrícia Viana, após ser questionada sobre as atualizações do caso.
“E por que que a gente tá informando que o namoro era considerado um namoro abusivo? Porque a família tá recebendo muitas ligações, muitos áudios, e todo esse material a gente está repassando pra polícia, pro delegado titular, para que ele verifique a veracidade desses áudios e dessas informações”, completa.
Segundo a advogada, as novas provas indicam que Isabelle vivia uma rotina sob constante monitoramento do namorado. O material aponta que a jovem “era uma menina muito nova, muito cheia de vida, muito alegre e que, a partir do momento em que ela passou a manter esse relacionamento com ele e morar na residência dele com a família, ela passou a mudar o comportamento, inclusive com amigas”, explica Patrícia.
De acordo com a defesa, um dos áudios contém material “bastante revelador” em que uma testemunha afirma que Isabelle “não tinha praticamente direito de ir ao banheiro” e “que ela não poderia almoçar”. Também há provas, segundo Viana, que sugerem que havia um rastreador no celular de Isabelle, que também teria um localizador do namorado em seu telefone.














