A jornalista e candidata ao governo regional de Áncash, no Peru, Susy Aponte, foi assassinada a tiros no sábado (19), enquanto participava de uma atividade de campanha em um mercado na cidade de Caraz. Conhecida como “La China Polo”, ela percorria o local acompanhada de apoiadores quando um homem armado se aproximou e efetuou vários disparos. Aponte morreu no local e outras cinco pessoas ficaram feridas.
Susy concorria às eleições regionais marcadas para 4 de outubro, pelo partido Socios por Áncash. Além da carreira política, ela administrava o portal China Polo Dominical, no qual divulgava denúncias sobre supostas irregularidades e casos de corrupção envolvendo órgãos públicos. Dias antes do assassinato, a jornalista havia relatado publicamente que vinha recebendo ameaças de morte.
Após o ataque, a polícia prendeu um homem de nacionalidade venezuelana e apreendeu uma arma de fogo. Posteriormente, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público, três pessoas foram detidas, incluindo um suposto executor, um possível financiador e outra pessoa que teria auxiliado no transporte do atirador. A investigação passou a considerar a hipótese de homicídio por encomenda, mas a motivação e os responsáveis pelo crime ainda estão sendo apurados.
O Júri Nacional de Eleições do Peru condenou o assassinato e pediu uma investigação rápida para esclarecer as circunstâncias do crime e determinar as responsabilidades legais. O Conselho da Imprensa Peruana também cobrou esclarecimentos sobre a morte da jornalista. As autoridades analisam imagens de câmeras de segurança, depoimentos e provas periciais para determinar a dinâmica do ataque e se as ameaças relatadas anteriormente têm relação com o assassinato.














