CONTÉM SPOILER: Eu terminei esse episódio com a sensação de que House of the Dragon finalmente lembrou o que faz Westeros ser tão bom: não é somente os dragões queimando cidade, pessoas, embarcações, é o peso das escolhas depois isso tudo acontece.
O começo já entrega muito disso. Ver a Rhaenyra recebendo o corpo do Jace foi uma das cenas mais fortes do episódio. Ela não estava vendo apenas mais um filho morto, ela estava vendo a pessoa que seria o futuro dela, o menino que carregava todo o sonho de colocar a família dela no Trono de Ferro.
Aí vem o ponto chave do episódio: o momento em que mostra que a vitória dela não tem gosto de vitória. Ela conquista Porto Real, entra na Fortaleza Vermelha e a chegada ao Trono de Ferro… A cena dela subindo até o Trono é muito simbólica. As marcas de sangue no caminho dela não são apenas consequência da morte dos adversários, elas parecem representar tudo que ela precisou perder para chegar ali.
A entrada dela na Fortaleza Vermelha foi muito boa. A sensação de “agora acabou para os Verdes” dura pouco, porque House of the Dragon nunca deixa uma vitória ser simples. O plano da Alicent para evitar um massacre mostra que, mesmo em lados opostos, ela e Rhaenyra ainda carregam aquela amizade que existia antes de toda essa tragédia.
Uma das cenas mais satisfatória desse episódio é a cabeça do Otto rolando, quanto tempo eu esperei por esse momento! Ali a Rhaenyra cruza uma linha. Ela sempre quis provar que seria uma rainha melhor, mais justa, diferente dos homens que tomavam decisões pelo poder. Só que quando ela segura a espada e precisa executar Otto, você vê que a guerra já começou a transformar ela.
E o encontro final com Alicent foi absurdo. A mulher que um dia era a pessoa mais próxima dela chega e encontra justamente o resultado de tudo: Otto morto e Rhaenyra sentada no Trono de Ferro. Não precisa de gritaria, não precisa de discurso. O olhar das duas diz tudo. Esse episódio foi muito mais sobre a queda das duas do que sobre quem ganhou.
Para mim, foi o episódio que colocou a temporada nos trilhos. A guerra começou de verdade, mas o mais interessante é ver que o maior inimigo dos personagens não são os dragões. São as pessoas que eles estão se tornando.







